Uma vacina experimental contra o HIV desenvolvida por um consórcio internacional, com participação de centros de pesquisa brasileiros, apresentou resultados promissores na fase 3 de testes clínicos, demonstrando 70% de eficácia na prevenção da infecção.
O estudo, conduzido em 12 países incluindo o Brasil, envolveu 10.000 voluntários em situação de alto risco para infecção pelo HIV. Os resultados preliminares, apresentados na Conferência Internacional de AIDS, superaram as expectativas dos pesquisadores.
"Pela primeira vez em décadas de pesquisa, temos uma vacina que demonstra eficácia significativa contra o HIV", declara o Dr. Carlos Brito, coordenador brasileiro do estudo. "Este é um passo histórico no combate à epidemia de AIDS."
A vacina utiliza tecnologia de RNA mensageiro, similar à empregada nas vacinas contra COVID-19, e requer três doses para proteção completa. Os efeitos colaterais observados foram leves e temporários, principalmente dor no local da aplicação e febre baixa.
No Brasil, cerca de 920 mil pessoas vivem com HIV, e aproximadamente 40 mil novos casos são diagnosticados anualmente. A disponibilização de uma vacina eficaz poderia transformar radicalmente o cenário da epidemia no país.
Os pesquisadores estimam que, se aprovada pelas agências reguladoras, a vacina poderá estar disponível para grupos prioritários a partir de 2028.