A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana um novo medicamento para tratamento da doença de Alzheimer, que promete retardar a progressão dos sintomas em pacientes em estágios iniciais.
O fármaco, desenvolvido por um consórcio internacional com participação de pesquisadores brasileiros, atua diretamente nas placas de proteína beta-amiloide que se acumulam no cérebro de pacientes com Alzheimer. Estudos clínicos demonstraram que o tratamento pode reduzir o declínio cognitivo em até 30% dos casos.
A aprovação representa um marco importante no tratamento da doença, que afeta cerca de 1,2 milhão de brasileiros. Até então, os medicamentos disponíveis apenas aliviavam sintomas temporariamente, sem atuar na progressão da condição.
"Este é o primeiro tratamento que realmente modifica o curso da doença, oferecendo esperança para pacientes e familiares", explica o neurologista Dr. Fernando Costa, membro da Associação Brasileira de Alzheimer.
O medicamento deve estar disponível no mercado brasileiro a partir do segundo semestre de 2026. O Ministério da Saúde já iniciou negociações para incluir o tratamento no SUS, embora o alto custo ainda seja um desafio a ser superado.
