Inovação

Impressão 3D de órgãos avança com criação de rim funcional em laboratório

Dr. Henrique Almeida20 de dezembro de 20252894 visualizações
Tecnologia desenvolvida no Brasil pode revolucionar transplantes e eliminar filas de espera.

Cientistas brasileiros do Instituto Nacional de Bioengenharia conseguiram criar um rim funcional em laboratório utilizando impressão 3D e células-tronco do próprio paciente, um avanço que pode revolucionar o campo dos transplantes de órgãos.

O órgão bioimpresso foi testado em porcos e demonstrou capacidade de filtração e produção de urina por até 90 dias. Esta é a primeira vez que um órgão complexo criado artificialmente mantém funcionalidade prolongada em um organismo vivo.

A técnica utiliza uma "biotinta" composta por células-tronco do paciente, que são programadas para se diferenciar em células renais. Uma impressora 3D especializada deposita essas células camada por camada, seguindo um modelo digital do órgão.

"A grande vantagem desta tecnologia é que o órgão é criado com as próprias células do paciente, eliminando o risco de rejeição", explica o coordenador da pesquisa, Dr. Henrique Almeida. "Isso poderia acabar com a necessidade de medicamentos imunossupressores após o transplante."

Embora promissora, a tecnologia ainda enfrenta desafios significativos antes de poder ser aplicada em humanos. Os próximos passos incluem aumentar a durabilidade do órgão bioimpresso e realizar testes de segurança mais extensos.

Os pesquisadores estimam que os primeiros testes clínicos em humanos possam começar em 2030, se os resultados continuarem positivos.

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